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//Comportamento e Consumo

O papel da moda na tomada de consciência feminista

Moda e efemeridade tem uma forte ligação. Por isso, não é raro que moda seja associada à frivolidade ou futilidade. Enquanto manifestação estética, podemos dizer que é formada por múltiplas formas de exprimir criatividade. Há muito entendíamos sua existência como proteção para o corpo, os encobrimentos morais, as leis suntuárias ou divisões de classes sociais. Com o passar do tempo, uma nova base foi constituída. Hoje a moda está ligada com a personalidade, estilo de vida e subjetividade. Essa versatilidade demonstra o quanto é capaz de refletir o comportamento humano e sinalizar as mudanças futuras.

// M O DA  E  F E M I N I S M O

Neste contexto, a luta diária das mulheres por liberdade, respeito e igualdade, expressa pelo feminismo, ganha força com o apoio de veículos e formadores de opinião na área de moda. A Prada foi pioneira ao retratar em suas coleções o empoderamento da mulher. Chanel é outro exemplo de marca que chamou atenção ao realizar um desfile em forma de protesto pelas ruas de Paris, com grandes nomes da passarela vestindo roupas com códigos masculinizados, empunhando cartazes e faixas em defesa dos direitos das mulheres. Entre as manifestações recentes, destaque para capas de duas grandes revistas nacionais do segmento no mês de dezembro que apontam claramente a relevância do assunto em nosso momento social, além de diversas matérias e editoriais que corroboram a importância do tema.

feminist - feminismo moda

A publicação da Elle propõe uma abordagem aprofundada ao trazer um manifesto assinado por algumas das mulheres mais representativas do movimento feminista no Brasil: Juliana de Faria (Think Olga), Clara Averbuck (Lugar de Mulher), Sofia Soter (Capitolina), Djamila Ribeiro, Helena Dias (Azmina) e o Coletivo Blogueiras Negras. Juntas as ativistas elencaram as principais reivindicações para que possamos começar a falar de igualdade. Entre as quatro opções de capa lançadas, dizeres como “Meu corpo, minhas regras” e “Minha roupa não é um convite”, chamam atenção em fotografias preto e branco com dizeres em tiras vermelhas.

O feminismo enquanto movimento social alcança adesão e repercussão especial no momento em que veículos se colocam em defesa da liberdade e dos direitos da mulher. Ultrapassar a superficialidade ao discutir temas sociais importantes está na essência da moda. Se antes atuava como uma forma de distinção entre classes e grupos sociais, hoje opera na desorganização dessas barreiras, unindo grupos.

MODA E FEMINISMO - DESFILE CHANEL

A moda e o feminismo trabalham juntos e lutam pelos mesmos direitos. Estão lado a lado neste momento emblemático da tomada de consciência feminista no Brasil e no mundo. Refletir e discutir o tema de forma ampla é essencial para auxiliar em mudanças que possam tornar nossa sociedade justa e igualitária.

2 Comentários

  1. Essa edição de Elle é histórica! apesar da desconfiança que esses veículos despertam quando resolvem falar de feminismo (será que não é só pra vender?), é bom ver que o assunto está sendo colocado em pauta, e fazendo as revistas saírem do sua zona de conforto que é vender luxo e padrões pré-estabelecidos.

    Ótimo post, e ótimos conteúdos Taís! Sucesso pra vc! :*

    http://www.garimpomag.com.br

  2. Concordo, Ana! Mesmo que a gente ainda desconfie, os veículos tradicionais ainda tem um papel importante em levantar discussões. Fico feliz que você gosta dos posts. 🙂 Beijão

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